Páginas

quarta-feira, 23 de março de 2016

CATADORA DE HISTÒRIAS

Catadora de Histórias
Sou uma contadora de histórias, vivo por este mundo descobrindo histórias. Na terça-feira (15\03), recebi um whatsapp pedindo para eu ler um texto. Qual não foi a minha surpresa, era do jornal A Gazeta de Piracicaba. Mais especificamente na página do bem-estar. E o texto era sobre a felicidade do Plinio Montagner.  
Todas as terças-feiras têm reunião na casa desta contadora de histórias. É o momento de leitura das histórias dos livros e as histórias da vida. Mas neste dia lemos e discutimos “o que é felicidade para você?”.
E cada um que ali estava foi narrando o que era felicidade, preparar uma comida simples e deliciosa, estar reunido com amigos, ou estar dentro do metrô e ver o povo de verde amarelo em busca de um país mais humano.
Mas esse texto me incomodou. Fiquei a pensar: ser feliz é um desejo de todos talvez; estar feliz é o momento vivido - de um grande amor, do nascimento do filho, e tantos outros momentos que podemos considerar o estar feliz.
E ter felicidade o que é? É o encontro do ser e do estar feliz? É viver um momento um instante só ou acompanhado? São questões que me fazem pensar neste momento de crise que vivemos. O povo está triste, inseguro, impotente nesta turbulência política. Como diz Leonardo Boff em seu livro Crise Oportunidade de Crescimento (2002), mudamos ou morremos.
Quero e desejo acompanhar este período de uma forma suave, eu confio neste povo corajoso, que vai às ruas de verde e amarelo, que canta o hino nacional. Povo forte! Sim. Fortificado pela desesperança em homens públicos.
Bom, volto ao texto do Plínio que diz: “Felicidade é algo muito sério, por isso não está à venda em nenhum lugar”. Nós nos tornamos consumistas, competidores e excluímos coisas e seres.  

Desejo caminhar em busca de momentos vividos nos encontros de cooperação e comunidade da pessoa humana. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário