Catadora de Histórias
Sou uma contadora de
histórias, vivo por este mundo descobrindo histórias. Na terça-feira (15\03),
recebi um whatsapp pedindo para eu ler um texto. Qual não foi a minha surpresa,
era do jornal A Gazeta de Piracicaba. Mais especificamente na página do
bem-estar. E o texto era sobre a felicidade do Plinio Montagner.
Todas as terças-feiras têm
reunião na casa desta contadora de histórias. É o momento de leitura das
histórias dos livros e as histórias da vida. Mas neste dia lemos e discutimos
“o que é felicidade para você?”.
E cada um que ali estava foi
narrando o que era felicidade, preparar uma comida simples e deliciosa, estar
reunido com amigos, ou estar dentro do metrô e ver o povo de verde amarelo em
busca de um país mais humano.
Mas esse texto me incomodou.
Fiquei a pensar: ser feliz é um desejo de todos talvez; estar feliz é o momento
vivido - de um grande amor, do nascimento do filho, e tantos outros momentos
que podemos considerar o estar feliz.
E ter felicidade o que é? É
o encontro do ser e do estar feliz? É viver um momento um instante só ou
acompanhado? São questões que me fazem pensar neste momento de crise que
vivemos. O povo está triste, inseguro, impotente nesta turbulência política.
Como diz Leonardo Boff em seu livro Crise Oportunidade de Crescimento (2002),
mudamos ou morremos.
Quero e desejo acompanhar
este período de uma forma suave, eu confio neste povo corajoso, que vai às ruas
de verde e amarelo, que canta o hino nacional. Povo forte! Sim. Fortificado
pela desesperança em homens públicos.
Bom, volto ao texto do
Plínio que diz: “Felicidade é algo muito sério, por isso não está à venda em
nenhum lugar”. Nós nos tornamos consumistas, competidores e excluímos coisas e
seres.
Desejo caminhar em busca de
momentos vividos nos encontros de cooperação e comunidade da pessoa humana.

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