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quarta-feira, 9 de julho de 2014

- Baú de Histórias ( 2 ) -

O Contador de Histórias


Os narradores ou “contadores de histórias” eram personagens comuns às diversas culturas, que vinham de longe com suas histórias de vida, histórias de outros povos, da tradição do próprio local onde viviam e por onde passavam. Para ser um contador de histórias, toda uma gama de subsídios é necessário. Gestos, ações, comportamentos, tons de voz, expressões faciais, diferentes formas de olhar, pausas, movimentos de suavidade e explosão. Mas é necessário contar a sua própria história, como era a infância, que histórias ouviam, do que gostavam de brincar, preservando a memória e ensinando valores.



O contador de histórias envolvido com a leitura, principalmente com a literatura infantil que é um mundo rico de fantasias e encantamento vai proporcionar ao seu ouvinte um envolvimento emocional e juntos descobrirão valores e crenças. O narrador dá movimento à sua vida e a do outro, lubrificando as engrenagens para a descoberta das fantasias e das portas dos sonhos, que conduzem ao aprendizado.



A voz, o tom, o ritmo, o olhar e os gestos dão um colorido diferente ao narrador que narra uma história olhando nos olhos de seus alunos. Nada impede de usar recursos criativos como lenços, véus, panos coloridos, chapéus, fitas, objetos de sucata e outros. A narrativa ficará mais forte envolvendo o público como uma boa leitura nos envolve. 


A música embala a história, o corpo se expressa dançando e falando e vamos descobrindo os desejos e prazeres que a leitura e a literatura nos proporcionam. 

O contador de histórias precisa desenvolver a autoestima, atuar de forma independente, com segurança e confiança nas percepções e limitações, aprender a brincar com as emoções, avançar no processo de construção de significado, enriquecendo cada vez mais a capacidade de expressão. 

Aprendemos a ver as coisas por inteiro, criamos vínculos afetivos com os nossos alunos e profissionais que nos rodeiam, desenvolvemos as possibilidades de comunicação e interação social, nos tornamos o agente transformador. 

Quando eu era menina, adorava deitar no chão e olhar para o céu azul, azul, azul. No céu azul tinha nuvens, e as nuvens tinham formas. 
E eu pintava o céu com a minha imaginação.


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