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quinta-feira, 10 de julho de 2014

- Baú de Histórias ( 4 ) -

HISTÓRIAS SÃO CONVERSAS SÁBIAS


A arte de contar histórias atualmente vem ao encontro às mudanças, redescobertas e buscas de um novo milênio. Quando algumas pessoas acham que a história é coisa de gente antiga, descobrimos a beleza, a magia e o encantamento desta arte. 



Contar histórias em hospitais faz bem para a alma de quem conta, é curativo para o paciente que está ouvindo. Ele descobre que não está só, viajando pelo mundo da fantasia. A dor se abranda, o sofrimento voa, a ferida viaja e o coração se abre para mais um momento de alegria.


A experiência mostra a necessidade de levar o entusiasmo e a coragem a estas pessoas que estão se sentindo perdidas enfrentando o desconhecido num lugar que não é nada agradável, o leito de um hospital. 

O trabalho voluntário leva um pouco de companheirismo e amor a quem está cuidando dos doentes. Envolvendo enfermeiros e acompanhantes nos momentos mágicos da história. Eles riem, participam das brincadeiras e quando tudo termina estão calmos, tranquilos e dizem que a hora passou rápida. Perguntam: “Quando vocês voltam?”.

Os doentes precisam dos cuidados especializados, mas necessitam também dá compaixão e do carinho para saírem de um momento tão difícil que é a doença e a dor, esta dor que não é apenas física, mas uma dor que vem de perdas, de desamores e desencantos. Eles precisam buscar um sentido para a vida e para isso necessitam de força e encantamento. É em uma pequena história que descobrem a alegria e a gratidão. 

As voluntárias do grupo: “Na Cia da Tia Carmelina”, visitam a Pediatria Menino Jesus da Santa Casa de Piracicaba todas as segundas-feiras cantam, brincam e contam histórias. Os pacientes gostam, mas as mulheres voluntárias sentem que a semana fica mais leve, elas descobrem o belo do trabalho e dizem que estão mais bonitas e fortes para enfrentarem a vida. 

Sabemos que as histórias são conversas sábias ao pé do leito. Para quem ouve e para quem conta.

As histórias guardadas na memória, não é uma invenção criadora dos contadores de histórias.
É um aprendizado que passou de povos para povos.
As histórias estão em nosso imaginário. 
Ela não vai se perder.
Nem vamos permitir que ela se perca.



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