Pelo grito sou levada
Não sei pra onde.
Meus pés perderam o chão.
Todos olharam e nada fizeram.
Busco a mão que não vem
Colho a planta já morta em vão.
Grito, grito, grito!
Vejo a mulher escondida em mim
Os cabelos ao vento, o sol no rosto,
O tempo no olhar de las abuelitas.
A criança aparece pela janela fechada
E os meus olhos estão nas grades em vão.
Quero arrebentá-las!
Quero voar!
Quero ir.
Quero fazer.
Quero
Amar
Viver
Sentir
Colocar novamente os meus pés no chão
De terra batida do meu quintal.

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